sábado, 8 de outubro de 2016

Gilvan Alves propõe fim da reeleição do cargo de presidente da câmara municipal


Durante participação ontem (07), num bate papo na Rádio Vale do Apodi, no programa de Tibúrcio Marinho “Em dia Com os Fatos”, (AM-1030), o vereador eleito Gilvan Alves fez algumas colocações minimamente pertinentes.

A primeira delas foi: “A política não é uma profissão! É um meio de transformação social", destacou o vereador eleito.

De fato, devemos tratar a política com esse cunho, visando sempre o avanço coletivo e os interesses da população de um modo geral, só assim a política se distanciará da ótica da “rivalidade bandeiraria”, colocando a população no centro de suas discussões e benfeitorias.

“Eu prego na política há alternância de poder! E nós só vamos ter uma política mais séria, se os nossos deputados e senadores tiverem vergonha na cara e fizessem uma reforma política de vergonha. Entendo, que dos dois lados, sem exceção, de vereador à presidente da república, você só poderia ser eleito e reeleito. Nunca mais você poderia assumir essa função novamente”, questiona Gilvan.

O vereador eleito defende um posicionamento que todos os candidatos só poderiam candidatar-se “uma vez e tentar uma única reeleição” para cada determinado cargo político; assim limitando a vida política e freando as oligarquias e os vários escândalos de corrupções existentes.

Sendo uma visão utópica, esse posicionamento, pois dependeria dos deputados e senadores para que tal posicionamento se concretizasse (de uma reforma política), ele (Gilvan Alves), municipalizou tal pensamento, colocando a nível municipal o fim da reeleição para presidente da Câmara Legislativa.

O vereador propôs publicamente e assumiu tal posicionamento, dizendo que é um pedido pessoal para qualquer um que venha ser o próximo presidente da câmara. “Pois, qualquer um que venha se perpetuar no poder acaba sendo corrompido pelo mesmo, e havendo uma alternância de poder, haverá menos corrupção”, acrescenta.

Até os escândalos de corrupção que estouraram no início deste ano na câmara municipal não passou por muitas alternâncias de poder, como lembra o radialista Tibúrcio Marinho: “na nossa câmara, de 2002 para cá, teve apenas dois presidentes que foram eleitos”, sendo 14 anos com apenas dois presidentes eleitos. Ratificando assim a importância do posicionamento anterior do vereador eleito, Gilvan.

E o vereador eleito ainda conclui: “Se cancelarmos a reeleição para presidente da Câmara em nosso município, iremos dá uma lição de moral para toda a política do nosso estado (RN) e do nosso país”.

Um comentário:

fabio neri disse...

A reeleição é medida antidemocrática em qualquer ambiente político. Na Câmara Municipal, a alternância do cargo de presidente fortalece a democracia e dificulta a prática da corrupção e dos desmandos com o erário. Tomara os vereadores eleitos tenham a coragem e a dignidade para mudar essa triste realidade. A sociedade deve estar atenta e cobrar.