quarta-feira, 31 de maio de 2017

Não fechemos os olhos para o que é óbvio

Se Steve Jobs tivesse fundado a Apple em uma garagem em uma casinha humilde nas margens de um rio intermitente, em uma região pobre no Nordeste brasileiro, o máximo que teria acontecido seria ele ter sido chamado de maluco e teriam dito que ele nunca iria vender nada com uma marca com o "nome de uma fruta" (maçã ou pomo).

Como isso aconteceu em um lugar onde existe a livre iniciativa e existem condições para abrir uma empresa, além de uma economia estável, a coisa não só deu certo, como também gerou um dos maiores fenômenos do mundo.

E o que falar de Walt Disney? Se ele tivesse imaginado desenhar um rabisco de um rato em uma região qualquer no Norte do Brasil, teria recebido quais tipos de incentivos? "Um rato como personagem? Você acha mesmo que vai ganhar dinheiro com isso, menino?" seria o que possivelmente teria ouvido de quem quer que tivesse visto a primeira ideia do criador do Mickey Mouse, um sucesso, goste você ou não, mundial.

Da mesma forma que, se tivesse a intenção de ser um político corrupto de primeira grandeza, Justin Trudeau, primeiro-ministro da monarquia constitucional parlamentarista canadense, só precisaria ter tentado uma vaguinha na presidência de uma daquelas republiquetas sul-americanas. Não existe local mais propício para desenvolver todas as habilidades maliciosas de um político corrupto.

Portanto, o local onde temos as ideias, embora não seja determinante, influencia muito na execução das mesmas! Da mesma forma que o sistema político influencia a prática dos seus representantes.

Por Bruno Coriolano de Almeida Costa.

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